O povo brasileiro tem sede de Justiça.Não de vingança. Não de espetáculo. Não de Justiça escolhida conforme o nome, o cargo ou o poder de quem está sendo julgado.
Justiça. Simplesmente Justiça.
O julgamento de hoje tem uma dimensão que ultrapassa o STF e ultrapassa qualquer ministro. Ele alcança a credibilidade do próprio Poder Judiciário brasileiro, uma credibilidade que vem sendo duramente desgastada nos últimos tempos.
Em um país marcado por desigualdades profundas, onde milhões de brasileiros passam a vida acreditando que a lei pesa de maneira diferente sobre fortes e fracos, as instituições precisam demonstrar que ainda existe uma única régua.
É por isso que hoje importa tanto.
O Brasil precisa assistir a um julgamento tecnicamente rigoroso, independente, transparente e fiel à Constituição. Sem corporativismo. Sem conveniências. Sem dois pesos e duas medidas.
Porque a autoridade do Judiciário não nasce da toga, do cargo ou do poder de dar a última palavra.
Nasce da confiança da sociedade de que aquela palavra será justa.
Quando essa confiança desaparece, não é apenas o Supremo que perde.
Hoje, mais do que nunca, o povo brasileiro precisa olhar para a Justiça e acreditar que ela ainda permanece de pé.
Que seja um julgamento à altura da Constituição e da República.
Por Josué Capistrano
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